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sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

CRÓNICAS DE TIMOR: A POLITOLOGIA E O LIURAI MAU LOI


Hoje assisti na TV a um “frente a frente” sobre Timor, entre Telmo Correia e Vicente Jorge Silva.
O primeiro esteve lá alguns dias (horas?), numa comissão parlamentar. O segundo nunca lá esteve, mas honradamente faz os possíveis para se manter informado. Ambos honestos e sensatos.
O que disseram?
Coisas importantes e evidentes.
Que as Nações Unidas nunca deviam abandonar os timorenses tão depressa. Que Portugal se opôs a isso, mas não foi ouvido. Que quem não se sabe governar, acaba a ser governado por outros. Que Alkatiri governa coisa nenhuma. Que Xanana tem atitudes impróprias de um chefe de estado. Que a sua mulher, australiana, não devia proferir juízos sobre o governo de Timor. Não disseram, mas pensaram, que Ramos Horta é um patarata. Que, e que e que...
Já sabia!
Conheço o Timor profundo, como agora se diz. Na acção “psico-social” dos militares de há mais de trinta anos, fui a locais na costa Sul onde era observado pelas crianças como se estivessem no jardim zoológico.
Estão contra Portugal, as Nações Unidas, a Indonésia, a Austrália, a Abissínia, a eliminação de Portugal no campeonato de Sub 21, as declarações do poeta Manuel Alegre ou de Mário Soares, a eutanásia, a liberalização das drogas leves, o testamento vital, a guerra do Iraque, ou o movimento hippie?
Por amor de Deus!
Em Timor há ene etnias, com dialectos diferentes! Cada etnia tem várias “sucos” com o correspondente “liurai” (“liu” significa mais, ou muito, ou maior, e “rai” significa terra). O horizonte deles termina aí. Mesmo dos que já vêem TV levada pela Indonésia.
O que os de Vicarda querem mesmo, é dar uma boa ensaboadela aos do suco vizinho, sejam eles pró indonésios, a favor da liberalização das drogas leves, contra a guerra do Iraque, anti-aborto, ou a favor do casamento gay. Se possível com muito sangue a correr.
Querem baixar-lhes a grimpa! Mais nada! Mesmo que estejam em Dili, mesmo que se chamem Xanana Gusmão, ou Ramos Horta, ou Alkatiri!
Enquanto um iluminado não perceber isto, andamos a perder muito tempo e vai morrer muita gente. Podem pôr lá um corpo de exército, com uma divisão de infantaria motorizada e uma divisão de blindados, que não resolvem nada. Nem sequer ajuda dar um par de estalos no Senhor Ramos Horta. Os estalos têm que ser dados no liurai, muito mais importante que o Senhor Ramos Horta que ele nem sabe quem é.
Os teóricos da ciência política estão tão deslocados neste problema como uma orquestra sinfónica num arraial dos santos populares.
Haja Deus!

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